Cortisol: O que é? Como ele age? Como controlar?

O cortisol é o hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais com as finalidades prioritárias de controlar o stress, inibir as inflamações e auxiliar na redução do sobrepeso do organismo. As taxas de cortisol no sangue variam durante o decorrer do dia. Pela manhã, ao acordar, quando o corpo ainda não entrou em movimento, o nível deste hormônio é mais alto. Depois de um dia inteiro de trabalho, em que há situações de stress, de tensão, de enfrentamento de problemas, o nível do cortisol baixa.

Por meio da qualidade deste hormônio no sistema sanguíneo que se descobre quadro sintomáticos de stress ou de depressão, por exemplo. As taxas normais de cortisol basal são as seguintes: pela manhã, quando o hormônio está mais alto, elas costumam marcar de 5 a 23 mcg/dL. À noite, o cortisol basal no organismo varia entre 3 a 16 mcg/dL. Estes são os valores de referência considerados normais. Variações acima ou abaixo podem ser prejudiciais e graves a qualquer organismo, necessitando de acompanhamento, diagnóstico e orientação médica.

Como age o Cortisol?

O mecanismo do hormônio no corpo humano funciona da seguinte forma: quando os níveis de cortisol estão altos, este hormônio capta a glicose dos tecidos e músculos, colocando-a diretamente na corrente sanguínea. Este processo de captura da glicose muscular e tecidual pode deixar a musculatura corporal enfraquecida, porque os músculos necessitarão de glicose e dos aminoácidos que estavam contidos neles anteriormente. Além do enfraquecimento muscular, níveis altos do hormônio no sistema sanguíneos podem acarretar aumento gradativo da pressão arterial.

Outro sintoma negativo que os altos índices do hormônio podem gerar é o aumento da irritabilidade, porque o cérebro não suporta a carga excessiva de glicose (energia) para ele direcionada. Outra área do organismo humano que também é afetada com os altos índices de cortisol é o metabolismo. Isto porque as taxas elevadas contribuem para a queda do metabolismo no corpo humano, provocando assim um baixo gasto calórico e o acúmulo de gordura abdominal e nas áreas do quadril e das costas.

Outros problemas ocasionados pelas taxas elevadas de cortisol são a perda de testosterona, a síndrome do Cushing, o aumento da possibilidade de osteoporose, lapsos de memória, diminuição de libido, menstruação irregular, e dificuldades de aprendizado.

Porém, níveis baixos deste hormônio também acarretam problemas graves. Geralmente, pessoas em que os níveis sanguíneos de cortisol estão abaixo da média, igualmente costumam apresentar níveis baixos de serotonina, o hormônio popularmente conhecido como o hormônio do prazer e do bem-estar. Assim, quem está com baixo índice de cortisol pode apresentar quadros clínicos de depressão, fraqueza, cansaço excessivo.

Os sintomas de que as taxas deste hormônio estão baixas são os seguintes: fadiga, dores abdominais, tonturas, manchas na pele, emagrecimento repentino, desejo de comer doces, fraqueza. Entre os males causados pelos baixos índices sanguíneos deste hormônio está a doença de Addison, caracterizada justamente pelo emagrecimento repentino, a tontura, as manchas na pele e a fadiga excessiva. A doença de Addison ocorre porque as glândulas suprarrenais (ou adrenais) não conseguem produzir a qualidade necessária de cortisol.

Como controlar?

As técnicas de controle do cortisol incluem desde o aprendizado da respiração abdominal correta e profunda, que desacelera o corpo até a prática da yoga e da meditação, que por si só já propiciam um apaziguamento ao organismo, fazendo os que os níveis de stress e a pressão diária se abrandem e o organismo humano consiga atingir melhor equilíbrio.

Outras formas de controle consistem em mudar hábitos de vida, como iniciar a prática de atividades físicas com apenas 30 minutos de exercícios físicos diários e frequentes. A prática de atividades físicas diminui os índices de cortisol porque queima calorias, reduz o stress, diminui a pressão arterial, mantem o peso, e controla a taxa de açúcar no sangue.

Outro hábito benéfico e que reduz as altas taxas do cortisol é dormir de maneira adequada. Saiba que o recomendável são 8 horas de sono ininterruptas.

Alimentos que ajudam a regular o cortisol

Para regular as taxas de cortisol no sistema sanguíneo, conta-se com a ajuda da alimentação adequada. Existem alimentos que podem, por exemplo, reduzir taxas elevadas de cortisol no sangue. Se este é o objetivo, opte por alimentos com índice glicêmico baixo. Inclua nas refeições carnes magras, ovos, vegetais, hortaliças, e evite açúcar. Entre as melhores escolhas estão os alimentos que contêm vitamina C, tais como todas as frutas cítricas (laranja, acerola, limão, etc), brócolis, morango, amora, pimenta vermelha. Outro alimento benéfico, que pode ser um aliado para baixas altos índices de cortisol é o inhame.

Saiba mais sobre o assunto assistindo a este vídeo:

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