Febre amarela: Conheça melhor a doença e entenda o surto de 2017!

Febre amarela

O ano de 2017 já começou com um surto assustador: a febre amarela. Já são 120 casos confirmados e 47 mortes. Os estados mais afetados são Minas Gerais e Espírito Santo, mas a possibilidade de migrar para outros estados do país é grande. Para saber como não ser afetado por esse surto, entenda como a doença funciona.

O que é a febre amarela?

É uma doença infecciosa grave, que pode ser classificada como febre amarela urbana (infectadas nas cidades) ou febre amarela silvestre (infectadas na mata). Ambas são o mesmo tipo de doença, a classificação é usada para saber onde a doença está e evitar que dissemine.

Febre amarela agente causador

Mosquitos são os agentes causadores da doença, que são diferentes dependendo da área urbana ou silvestre:

  • Febre amarela urbana: o vetor é Aedes aegypti (o mesmo que transmite a dengue);
  • Febre amarela silvestre: o vetor pode ser Haemagogus ou Sabethe, que contrai a doença através de macacos que vivem em florestas tropicais e equatoriais.

Como é transmitida a doença?

Para a transmissão ocorrer, primeiro o mosquito é infectado ao picar uma pessoa ou animais com a doença. Ele desenvolve a doença e ao picar outra pessoa ou animal, transmite a febre amarela. É importante destacar que a doença não pode ser transmitida de uma pessoa para a outra.

Febre amarela

Sintomas da febre amarela

Os sintomas começam a aparecer geralmente de 3 a 6 dias depois da picada. Os indícios da doença costumam durar entre três a quatro dias e passam sozinhos:

  • Febre alta;
  • Calafrios;
  • Fadiga e fraqueza;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular em todo o corpo;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Olhos, face ou língua avermelhada.

Algumas raras pessoas ainda desenvolvem sintomas mais graves após um a dois dias dos sintomas mais simples desaparecerem. Essa fase que é chamada de tóxica é bem grave e pode atingir vários sistemas e orgãos, principalmente rins e fígados:

  • Icterícia (olhos e pele amarelados);
  • Urina escura;
  • Dores abdominais;
  • Manifestações hemorrágicas no nariz, boca, olhos ou estômago;
  • Cansaço extremo.

Febre amarela

Febre Amarela tem cura?

A febre amarela tem cura mas não existe um medicamento certo para combater o vírus. Em alguns casos, que apresentam os sintomas mais graves, podem acabar em óbito pelo alto grau de infecção aos orgãos atingidos.

O tratamento é feito com extremos cuidados na assistência do paciente que deve ficar hospitalizado e em repouso. Na internação, alguns tratamentos são usados apenas visando a melhora dos sintomas, como a reposição de líquidos e das perdas de sangue. Nos casos mais graves o paciente é atendido em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que em alguns casos, necessita de diálise para os rins afetados e controle das complicações.

É importante destacar que os infectados que se recuperam da doença, criam uma imunidade contra a febre amarela.

Como prevenir a febre amarela?

Uma das coisas mais importante para prevenir a doença é evitar a disseminação dos mosquitos que a transmitem. Como no caso da dengue, é indispensável os cuidados na própria casa e pessoais:

  • Não possuir recipientes contendo água limpa parada e destampadas a vista dos mosquitos como: caixa d’água, latas, pneus, vasilhas de plantas, garrafas, etc.
  • Usar repelentes;
  • Vestir roupas que cubram o corpo todo;
  • Se vacinar nos postos.

Vacina da febre amarela

Febre amarela

A vacinação da febre amarela de rotina acontece em 19 estados do Brasil e é feita em duas doses ao longo da vida, com intervalo de 10 anos. Com o surto, a vacinação é indicada para as pessoas que se expõem em áreas de mata e para quem mora ou vai viajar para os locais que têm registro da doença, como:

  • Leste de Minas Gerais;
  • Oeste do Espírito Santo;
  • Noroeste do Rio de Janeiro;
  • Oeste da Bahia.

É importante destacar:

  • Se você já recebeu as 2 doses da vacina durante a vida, não é necessário que se tome outra (mesmo que esteja morando ou viajando para os locais de risco);
  • Quem for viajar para local de risco deve tomar a vacina com pelo menos 10 dias antes da viagem;
  • A vacina não é indicada para crianças menores de 6 meses e idosos maiores de 60 anos por causa dos possíveis efeitos colaterais que produz.

A vacina é segura e eficaz, mas pode ter reações após a vacinação como:

  • Febre;
  • Dor local;
  • Dor de cabeça;
  • Dor no corpo.

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