Mayaro: O que é? Causas? Quais sintomas? Tratamento?

O arbovírus mayaro é o responsável pela febre de mayaro, doença que leva o mesmo nome do agente causador e é transmitido por artrópodes, assim como o vírus Chikungunya. O ciclo de transmissão do arbovírus mayaro é semelhante ao da febre amarela; em que primatas não humanos (macacos), xenarthas (preguiças, tamanduás, tatus), roedores carnívoros, marsupiais (cangurus) e algumas espécies de aves são os hospedeiros principais e os mosquitos funcionam como vetores, picando estes hospedeiros principais e transmitindo a doença. Continue a leitura e conheça mais sobre ele!

Como é o vírus?

Em todos estes hospedeiros principais e não humanos já foram encontrados anticorpos, microrganismos que combatem os vírus das doenças quando estas entram em contato com o organismo. O nome do mosquito que transmite o mayaro é Haemagogus janthinomys, e geralmente ele habita regiões de rios em mata fechada, onde há predominância de macacos.

Portanto, para todos estes hospedeiros principais, a febre do mayaro é uma doença passível de cura. Já para o ser humano, ao entrar em contato com o arbovírus mayaro, se torna um hospedeiro acidental, também infectado pelo mosquito vetor, mas sem anticorpos de defesa no organismo e, sem possibilidade de cura. E por ser uma zoonose (doença) silvestre, a febre do mayaro é também impossível de ser radicada. Por isso, para o ser humano somente é possível a prevenção e o controle. Endêmico na região da Amazônia, abrangendo toda a região Norte e o estado de Goiás na região Centro-Oeste, há confirmações de infecção humana do vírus mayaro datadas de 2014 ao primeiro semestre de 2016, com um total de 343 casos, segundo o Ministério da Saúde.

As primeiras manifestações de infecção humana do arbovírus mayaro foram encontradas em Trinidad (África), em 1954. O primeiro surto endêmico no Brasil ocorreu em 1955, em uma região próxima a Belém, capital do Pará. Afim de evitar novos casos, o Ministério da Saúde adverte não entrar em locais em mata fechada, principalmente na região amazônica, entre o período de 9h até 16h, horário em que o vetor silvestre costuma atacar. Caso seja necessário entrar nessas regiões, é recomendado usar roupas compridas e passar repelente pelo corpo.

Sintomas do Mayaro

Os sintomas da infecção pelo arbovírus mayaro são os seguintes: febre aguda repentina e inesperada, sem nenhum sinal prévio de gripe, dores de cabeça, entre outros. Um dos principais sintomas é a artralgia, caracterizada por dores e inchaço nas articulações (juntas do corpo), ao ponto de deixar a pessoa infectada praticamente incapacitada de se movimentar.

A artralgia costuma ser fundamental na hora de diagnosticar a febre do mayaro. Casos graves de mayaro podem levar o paciente à encefalite, que é o inchaço e a inflamação do cérebro. Exemplos de doenças virais mais conhecidas e que também podem, assim como a febre do mayaro, ocasionar encefalite são a caxumba, a rubéola, a raiva, a varicela, a febre amarela, a dengue, a zika.

Causas do Mayaro

As causas da febre do mayaro ainda são, para a ciência, pouco conhecidas. Sabe-se apenas que é uma doença silvestre, onde o ser humano é um hospedeiro acidental. Os primeiros sintomas aparecem até três dias após o paciente ser picado pelo mosquito. Geralmente isto ocorre quando o mosquito pica um primata não humano (macaco) doente, já infectado pelo arbovírus mayaro, e depois pica uma pessoa sadia, transmitindo este arbovírus mayaro para a pessoa. Vale ressaltar que a febre do mayaro é transmitida somente por um mosquito; portanto, uma pessoa infectada não transmite a doença para outra pessoa sadia.

Como tratar o Mayaro

Tratar o arbovírus mayaro ainda é um desafio para a ciência. Afinal, não existe nenhuma terapia medicamentosa específica, tampouco vacina. Portanto, em casos de infecção humana, o acompanhamento médico é imprescindível, para diagnosticar o avanço da doença no corpo e tratar os principais sintomas por meio de analgésicos que aliviam as dores. Recomenda-se ainda repouso e ingestão de líquidos para manter o corpo hidratado.

Como não existe um tratamento específico, também é recomendável não frequentar os locais em que habitam os hospedeiros principais e os agentes transmissores; macacos e mosquitos, respectivamente. Estes locais a serem evitados são as regiões de mata fechada, principalmente, aqui no Brasil, as regiões amazônicas, que abrangem todos os estados do Norte e alguns estados do Centro-Oeste. Há ainda épocas do ano em que o vírus se prolifera com mais frequência, geralmente nas estações chuvosas e quentes. E saiba que apenas um médico pode diagnosticar o mayaro e, posteriormente, tratar os sintomas da doença da maneira adequada.

Confira o vídeo para mais informações:

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