Zika: saiba tudo sobre o novo vírus

O zika é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypt e que causa uma doença com sintomas parecidos com o da dengue, mas de forma mais branda. O Zika vírus foi isolado pela primeira vez em 1947 a partir de amostras em macacos Rhesus na floresta Zika, em Uganda. Ele é endêmico no leste e oeste africanos e, no continente americano, foi identificado na Ilha de Páscoa, território chileno, no início de 2014. No Brasil, os primeiros casos aparecem em março de 2015, na cidade de Camaçari, na Bahia. Trata-se da primeira vez que o vírus é descoberto na América Latina. Acredita-se que o vírus entrou no país através do grande número de turistas que o país, principalmente o Nordeste, recebeu durante a Copa do Mundo FIFA 2014. A via de transmissão é a picada de mosquitos. Sendo assim, a Febre Zika não é contagiosa.

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Sintomas da febre pelo Vírus Zika

A febre pelo vírus Zika é uma doença pouco conhecida e sua descrição está embasada em um número limitado de relatos de casos e investigações de surtos. O período de incubação (período entre a picada do mosquito e o início de sintomas) é de cerca de aproximadamente 4 dias, quando o paciente poderá iniciar os primeiros sinais e sintomas da febre por Zika. Com base nessas publicações, os sinais e sintomas incluem erupção na pele com pontos brancos ou vermelhos e podem ser acompanhado de febre, dor atrás dos olhos, que também podem ficar vermelhos e inchaços nas extremidades. Com menor frequência, há relatos também de edema, dor de garganta, tosse, vômitos e hematospermia (presença de sangue no esperma ejaculado). A doença é considerada benigna e autolimitada, com os sinais e sintomas durando, em geral, de 2 a 7 dias. Segundo a ocorrência, apenas 18% das pessoas apresentarão manifestações clínicas da doença em caso de epidemia.

Tratamento

O tratamento é baseado no uso de paracetamol para febre e dor. Não está indicado o uso de ácido acetil salicílico (ASS) e drogas anti-inflamatórias, devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas, como ocorre com a dengue. Não há registros de óbitos causados pela doença. Também não há vacinas contra ela.

Relação com Febre Chikungunya e Dengue

Um dos maiores perigos em relação à Febre Zica é o risco de coinfecção (infecção ao mesmo tempo) entre o Zika, o vírus da Dengue e vírus Chikungunya. As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypt, o que indica que o mosquito está aberto a outras transmissões. Essa coinfecção é preocupante, pois ainda não há como medir suas consequências ou de infecções sucessivas dos três vírus em um mesmo paciente. Dentre as três doenças, uma das que mais preocupa atualmente é a Febre Chikungunya que, mesmo com letalidade rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas por até um ano, causando um problema sério de saúde pública.

Prevenção

As medidas de prevenção são semelhantes às da dengue. Como não há vacinas, as medidas são em relação à proliferação do mosquito. Deve-se manter o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros como locais que acumulam água parada. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas dos mosquitos e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes podem ser aplicados na pele exposta ou nas roupas.

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